quinta-feira, janeiro 04, 2007
Dolente...indolente
segunda-feira, novembro 27, 2006
Faster...Faster...

-Claro, sem problemas!
Sorriu delicado, era sempre tão delicado! Foi pelo sorriso que me enredou, foi o sorriso que me despiu, foi o sorriso que me dispôs á vontade dele... Eu gostava do jeito timido com que se movia, gostava dos olhares disfarçados, dos toques inocentes que ganharam contornos mais vivos no dia em que deixamos em aberto, quase por brincadeira, que aliviariamos as tensões com gotas de suor, saliva e gemidos. A presença dele era demasiado forte para eu fingir que não sentia um frio vibrante subir-me ao pescoço e arrepiar-me a pele sempre que ele segurava a minha cintura com ambas as mãos. Quando um dia se aproximou em silêncio; senti o corpo dele colado nas minhas costas, afastou o meu cabelo e disse numa voz funda e grave:
-Quero-te!
Os lábios dele passaram na minha orelha quase sem lhe tocarem, senti a minha língua afogar-se e uma indolência tão subita que quase me custou abrir os olhos. Já tinhamos ironizado sobre isso, mas apesar de eu saber que a atracção que sentiamos era mais real do que alguma vez pudemos admitir, não esperava ouvir uma confissão tão imperativa da vontade dele. Eu podia ter lavado o rosto, deixado que o gelado da água a descer pelas minhas costas e pelo meu peito tivesse inibido a cobiça que aquela voz murmurada provocou em mim! Mas segui a minha carne; o meu corpo pedia-me o corpo dele. Envolvemo-nos em beijos febris e longos, nos lábios sugados o sangue parava de correr e atiçava-me mais a vontade de beber aquele sabor! As mãos moviam-se rápido por baixo da roupa a percorrer cada parte do corpo, a provocar sensações e a aguçar sentidos. Era um calor que saía do estômago e dilatava por todo o corpo, era o agarrar fogoso que marcava os cabelos nos dedos, era saliva, suor... era o salgado da pele a queimar a garganta; e as palmas das mãos a escorregar e a contorcerem-se em movimentos nervosos! Foi um arrepio que subiu desde as ancas até ao maxilar, para o anestesiar!
terça-feira, novembro 14, 2006
Delito

quarta-feira, novembro 08, 2006
Tudo bem, Tudo bom...

terça-feira, setembro 26, 2006
Por fim...
quarta-feira, setembro 20, 2006
Ex(travio)
Será que ouvi a porta fechar? Será que a fechei? Ela está fechada, mas não me lembro de a ter fechado, apesar de ainda sentir uma forma quadrângular na ponta dos dedos. Sentei-me numa cadeira de madeira que encontrei sozinha e deslocada num canto pálido e pouco presenteado com sol. Ao sentar-me nela, ouvi a árvore que ela foi em tempos ranger incomodada com o meu peso. Nem percebi como foi absurdo discutir com ela "Do que te queixas? Eu estou magra, todos me dizem que estou magra". Lembrei-me de ti, (não sei se lembrar será a palavra certa, porque na verdade ainda não te esqueci por um fragmento de tempo) hoje mais uma vez me lembrava de ti. Há quase um mês que não sei onde estás, há quase um mês que não te reconheço. Será que quis chegar com passos de gigante até ti, munida de pés pequenos e já cansados do percurso que me irias cobrar? Olhei para o relógio, senti uma pontada de adrenalina doente subir-me até ao peito quando vi que era a hora de vires ter comigo. Era a esta hora que tudo começava, o primeiro abraço timido, o beijo que não chegava para matar as saudades, e as conversas... as intermináveis conversas que decorávamos com risos francos e sinceros como se nunca antes tivessemos sabido o que era rir. Depois ficava o teu cheiro, a disfarçar a saudade que mais uma vez ias deixar, o teu cheiro a furar a minha pele e a minha roupa, a marcar na minha cama o território que era mais teu que meu. A gota salgada que se espalhou no vidro do relógio fez-me acordar da hipnose estática em que estava. Senti o calor do sol remexer as fibras da minha camisa, percebi que o sol já tinha nascido e que eu estava há horas naquela mesma cadeira e naquela mesma posição; quando me quis levantar as minhas costas mostraram-me que, apesar de eu não ter percebido as horas, elas estavam curvadas há muito tempo. Ia caminhando em direcção á mesma porta que não sabia como estava fechada e a cada passo, a cada movimento que esticava e contraía as plantas dos meu pés ia-me lembrando da última vez que tinha falado contigo, da última vez que tinha ouvido a tua voz e que o teu rosto esteve em confronto com o meu. O discurso não sei se foi desconexo, ou se simplesmente eu não o recordava. Só conseguia pensar na troca em ti. Porque é que tudo me parece de plástico, todos os movimentos são artificiais, todos os sorrisos são inexpressivos, todas as palavras são medidas. Porque é que sinto que passei de um mundo estreme que dividia contigo, para esse teu mundo de velhos fantasmas a quem queres provar que és capaz de tudo!? Os saltos dos meus sapatos acompanhavam agora o ritmo de um outro som, percebi então que tinha ainda o mesmo CD a aquecer de tanto rodar, desliguei-me um pouco de ti para perceber o que estava a tocar e num fio de voz rouca ouvi: "ambition makes you look pretty ugly"... foi impossivel não sorrir com a ironia!segunda-feira, setembro 18, 2006
Esta cidade

Como é bom saber que se pode viver aqui!
Como foi bom aproveitar cada momento, cada paisagem, cada cheiro, cada sorriso da (pouca) boa gente que por aqui ainda habita!!
Como foi saudável respirar o vento que liberto descia do branco da neve até nós, para nos limpar a alma e conservar vivos.
Como será melhor deixá-la... para que outras pessoas a vivam como nós a vivemos, e que a saibam deixar á sua neblina no momento certo.
Como ela desperta em mim a ambiguidade pura entre o amor e o ódio!
Como será bom olhar para ela no momento da partida e dizer:"Obrigado Covilhã por tudo o que me deste". Fechar os olhos e pensar: "Vou-me embora por tudo o que me tiraste"
terça-feira, agosto 22, 2006
mEmento...

segunda-feira, julho 03, 2006
Expiar (parte 1)
quarta-feira, junho 14, 2006
Devolve-me
Para ouvir: Adriana Calcanhoto "Devolva-me" Caminhava sozinha, era comandada pela força intuitiva dos meus pés que me levavam ao destino que por momentos esquecera... Foi então que te vi! Todo o meu corpo se electrizou num delírio febril que me fez cambalear ( e eu que queria tanto ver-te), quase sem pensar virei-me de costas para ti, num movimento tão brusco que denunciava o meu medo de encarar o teu sorriso e permitir que a vibração da tua voz entrasse em mim. Percebi que olhava para a montra de uma agência de viagens, e vi ali... a desafiarem-me sem dó todos os destinos em que nos imaginei, em imagens tentadoras e coloridas que quase me toldaram os sentidos. Mas depois esqueci-as; vi o teu reflexo passar por ela. Reconheci nele todos os movimentos teus que decorei para me recordar deles sempre que te visse aproximar de mim. Deixei-me ficar, galvanizada, a observar cada gesto teu... cada passo que davas, imaginei como estaria a tua respiração (como a sentiria em arrepio no meu pescoço, como tantas vezes senti), imaginei como estaria o teu batimento cardiaco (que tantas vezes soube que a minha presença acelerava). Seguiste caminho e o teu reflexo seguiu-te, o meu mundo ficou mais vazio, perdi a tua imagem... perdi-te! Fiquei só eu no reflexo, percebi como tão distintamente ele me mostrava assim. Olhei os meus olhos vazios, e lembrei-me de como eles eram vivos quando estavam cheios com a tua forma. Tentei seguir o caminho que irónicamente me levava para mais longe de ti. Mas tive de olhar, rodei o pescoço e procurei-te na rua... sentia o vento a acarinhar-me pesarosamente o rosto, senti o meu cabelo roçar com delicadeza os meus lábios, vi-te... fechei os olhos e deixei que ele me recordasse o toque do teu beijo. Gritei-te em silêncio: Devolve-me todos os sorrisos que te dei, devolve-me a calma e a paz de espirito que demorei tanto para conquistar. Devolve-me o pedaço de mim que sem o meu consentimento me tiraste... Devolve-me tudo... preciso de tudo, não me reconheço sem esses pedaços! Pedem-me que reaja mas sem eles não me consigo erguer. Gostava de ter-te dito tudo, gostava que o tivesses percebido! Agora quero esquecer o teu nome, saber quem nele habita e quem o chama como seu! Imagino o dia em que o meu caminho trace distraido uma perpendicular com o teu, o dia em que passe por ti e te sorria... o dia em que a minha voz deslize firme e segura até ti: Vivemo-nos muito... respiramo-nos pouco!! |
Títeriar

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sábado, junho 10, 2006
Espaço de outros....
Dos braços que me abraçaram
Já não me lembro, nem sei...
São tantas as que me amaram!
São tantas as que eu amei!
Mas tu, que rude contraste!
Tu, que jamais me beijaste,
Tu, que jamais abracei,
Só tu, nesta alma, ficaste,
De todas as que eu amei.
Paulo Setúbal
terça-feira, maio 30, 2006
inSolidez
segunda-feira, maio 29, 2006
Ao 5º Passo
(To:..........Porque a dor do que vai acontecer é um adormecimento dela mesma)
quinta-feira, maio 18, 2006
Nas tuas asas
Para ouvir: Neil Young "Philadelphia" Fazes-me lembrar as fadas das histórias que ouvia quando era uma criança! Mas a natureza não te deu asas...no entanto eu sinto-as. Sinto o bater das tuas asas, que passa pelo meu rosto numa suave brisa, e se aloja no meu coração com um calor reconfortante.O que provocaste na minha vida foi um efeito borboleta, porque o teu simples bater de asas, no fundo da rua que é tua e que é minha, levou até mim a calma que há anos procurava. Recebes-me com um sorriso, dás-me a tua voz que me mergulha nos timpanos com a sensação dormente da suavidade que tem, vens e caminhas a meu lado com a leveza da borboleta que te negaram a ser. És a pureza num corpo frágil, capaz de ser tornar em Hércules para defenderes quem te vê com as asas que sombreiam e emolduram as tuas costas! (To: A minha Vânia...que tem sido tanto para mim) OBRIGADO |
sábado, maio 06, 2006
Em ti
Vi-te chegar, reconheci o teu corpo mesmo quando era só uma sombra á distancia. Via os teus pés moverem-se, calcarem a relva fresca e alta e trazerem-te até mim. A cada passo que te aproximava mais de mim era menos uma pontada gelada de medo que vibrava violenta no meu corpo. Tinhas os olhos pegados no chão, as mãos afundadas nos bolsos e um sorriso que teimava em não se dar a conhecer. Foi então que em esforço levantaste os olhos, que insistiam numa trajectória no chão, e me viste. Eu estava sentada num frio banco de pedra, que me pareceu delicado como algodão assim que começaste a fazer parte daquele cenário, assim que soube que o ia partilhar contigo. O sorriso que francamente me dedicaste, foi tão inesperado quanto saboroso. Ouvi a tua voz, aquela voz serena e tentadoramente arrastada que conhecia desde o inicio, mas que há muito não ouvia. Sentaste-te ao meu lado, ao olhar-te vi-te indefeso, percebi que vieste até mim sem o peso do medo que te afastava de nós. Envolveste-me nas mãos que pensava já não serem minhas e puxaste-me até ti, senti o cheiro do teu perfume e pensei que nunca nenhum outro aroma me tinha confortado tanto; mas foi quando o meu rosto repousou no teu ombro que soube que era ali que queria morar... eternamente em ti!
segunda-feira, maio 01, 2006
O sal que bebo
Como gostaria de te perceber... Como gostaria de te sentir presente e vivo... como gostaria de me sentir presente, viva e cheia de tudo aquilo que me deste a conhecer. Como gostaria que fosses meu como eras, como gostaria que o teu toque não fosse só uma recordação! Como gostaria de escrever aqui todos os momentos bons que passamos juntos, como gostaria de saber que era verdade quando os lesse, e quando tu os lesses! Como gostava de sentir nos meus lábios o teu beijo... e não o frio salgado de uma lágrima que choro quando me lembro de ti... e se me lembro sempre de ti... quanto sal eu não bebo!
sexta-feira, abril 28, 2006
ARE YOU??
quarta-feira, abril 26, 2006
quarta-feira, abril 05, 2006
Moldura de mim...

Vejo-te construido à minha imagem
Pele, carne e sangue, apertados num cetim
Que se molda a cada passagem
E me tira o folgo... só um olhar!!Assim..
Numa indiscreta polegada de sorte
Numa enorme vontade e fome de rei
Perdida...sem linhas nem corte
Na exacta medida em que me levaste e eu deixei
Dormi numa cama que não fiz
Onde amanhã se ouvirá outro suspiro, num outro tom
Será como um risco de giz
Tão fundo, tão doente, um grito sem som...
Eis a explicação de quem morre de paixão
Por um amor que sabe que nunca será seu
Mas a vontade de te tocar marca a divisão
Entre o que sei que antes de o ser ja não é meu
(uma moldura de mim que há muito já devia ter sido mudada)
sexta-feira, março 17, 2006
Dissolvente
Porque não te toco, porque não te deixas tocar.
Senti-te num breve instante, nem o meu principe foste, não me deste tempo para te pintar assim.
Arrancaste ao céu e deste-me o que nunca me pertenceu... o que nunca me quiseste dar. Tocaste-me mas não me sentiste. Senti as tuas mãos e a tua pele, mas ela nunca passou por mim. Foste mais breve do que um cheiro, foste mais efémero do que um beijo... Porque te fechas e te escondes? Porque não me deixas chegar ate ti? Não quero de ti a paixão de letras que leio todas as noites, solitária e sedenta dos amores poéticos que sei não existirem... quero de ti o olhar, não o que passa, mas o que fixa, o que se cerra numa lágrima que diz... Gosto de ti! Quero de ti alguem que bombeie o meu coração quando ele estiver cansado de bater....
terça-feira, março 14, 2006
Hoje és cor

quinta-feira, março 09, 2006
Sempre chega!!
(foto por: Nuno Estrela)quinta-feira, março 02, 2006
Ritmo de anjo...
Para ouvir: Chambao "Ahí estás tu"
Rasgas os momentos com os teus fáceis sorrisos. A cada passo que dás, em cada sitio que enches com a tua presença... és rainha e dona de tudo!! Tens a tua menina frágil e doce protegida pela mulher segura de quem vestes a capa! Em cada movimento de cabelo, a cada suspiro... pagas para ver!! A quem se atravesar no teu caminho... será desarmado com a mais doce das palavras, o mais rendido sorriso, sem que nunca percebam que foram derrotados pela mais feroz criatura... que munida de tudo o que és te tornas na folha leve e doce que corta tudo a sua passagem!! És a melodia dos pássaros e o grito agudo da noite. És a luz timida da manhã e o farol de Alexandria. És o caminhar melancólico e a dança poderosa. És um piscar de olhos e o salto para o infinito. Tens a suavidade de um fio de cabelo e a força de uma avalanche!!
terça-feira, fevereiro 21, 2006
A tua pequena história...
Para o Filipe:

quarta-feira, fevereiro 15, 2006
A minha pupila
Para ouvir: Red Hot Chili Peppers "Porcelain"
A primeira vez que pousei o ansioso olhar em ti, não eras maior que a minha pupila! Vi-te pela primeira vez, como se fosse o primeiro olhar que lançava sobre o mundo. Eras tão frágil... quase me senti impelida a obrigar que todos parassem de respirar para que nada incomodasse o teu sono! Queria ter-te nos meus braços, puxar-te para mim, avisar-te que o mundo ia ensinar-te duras lições, mas que eu estaria sempre; não ao teu lado; mas á tua frente para que todos os golpes que te fossem dirigidos me atingissem primeiro, e que chegassem a ti como um leve aperto! Hoje quando te vejo sorrir, sinto que uma parte dessa felicidade me pertence! Se alguma lágrima atrevida me desafia a cada centimetro da tua pele, sinto que essa tristeza é mais minha que tua! Sinto o privilégio que é poder ver-te crescer como uma recompensa do que nunca me foi elogiado.
Conta sempre comigo...
Para a mana mais certa do mundo
terça-feira, fevereiro 14, 2006
Eu sei querida...eu sei!!!

Por tanto sorrir, por tanto dar de si... atraiu para junto dela muito do que não eram os seus sonhos! Por ser frágil e meiga, deixou-se apanhar pelas fraquezas e pagar um preço muito alto pelas fraquezas de todos os outros.
Encontrei-a sentada numa poltrona velha e gasta, e por momentos pareceu-me ver o mesmo tecido desbotado desenhado na pele dela! Fiquei comovida e triste... (desculpa não te ter protegido) Ela olhou-me e tentou sorrir, ao mesmo tempo que uma lágrima lhe caiu liberta pelo rosto! Mas porque tentas sorrir tu... porque não admites que mais uma vez falhaste, porque não mergulhas nos meus braços e deixas que todas as lágrimas sejam choradas, e esquecidas quando absorvidas pelas fibras do lenço que te estendo!! Lentamente foste contando o que desta vez não correu como nos teus sonhos de menina... porque perdida neles és ainda uma menina...
Ia ouvindo a tua voz de cria ferida... a cada palavra que me chegava tudo soava a usado!! Ja ouvi isto, não ouvi??? Contado pela mesma voz doce e ferida... com as mesmas palavras mas com um outro nome!!Mais uma vez fechaste os olhos, e baixinho disseste para ti: "Adeus meu amor... mais uma vez te digo adeus..."Eu ouvi o que já antes mesmo de ser contado eu tinha ouvido, fechei os olhos e disse baixinho para mim: "Desculpa não te ter protegido... mais uma vez desculpa"
(to: Ma)
Porque nem sempre é tão NÃO!!!

Ele era doce como a porção sumarenta e escassa dos beijos de flor. Ela era livre como a folha que se exibe e dança ao vento! Nada á partida teriam em comum, mas tinham dentro deles a força natural das coisas, que se tocava e repelia...como se não soubessem a que lugar pertenciam!! Estavam determinados a mostrar ao mundo e a si mesmos que nada os unia, a não ser o prazer de se derrotarem com palavra frias, disparadas com a dor de não ser o que sentiam! E assim permaneceram...numa sucessão de desencontros forçados e inexplicáveis...
Mas quando foi?? Quando terá sido o momento em que tudo mudou?? Foi no fervor de palavras trocadas, quando as máscaras cairam, quando os embaraços foram derrotados, quando a força da certeza se instalou para nunca mais sair! Mas até lá...o que se correu até lá...foram gritos salgados de lágrimas, saliva morna que molhava todas as palavras para que elas não fossem tão dúbias! Foi o cair sombrio das 12 badaladas...a derrota!...Mas só para que esta tivesse um sabor mais ambar quando chegasse a vitória!! A vitória chegou por fim, e pelos lábios dela, que rendida á envolvência do que a rodeava ,não podia permitir que ele escapasse! E assim se entregaram, fizeram juras de amor, prometeram que nada saberia a nada se não fosse trincado por ambos!! O mundo inteiro passava em surdina, de boca em boca, que seriam plateia na trágedia para que aquele romance os arrastaria...seriam eles Romeu e Julieta???Capazes de passar por tudo, de morrer por tudo??!!!Afirmam-no com uma determinação tocante...eles são deles!!
É assim que vos vejo...espero que gostem!!!
(To: R e C)
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
Saberás??
Para ouvir: José Gonzalez "Roads"
Doeu...
Porque te vi como o herói sem rosto dos meus sonhos; aquele que me leva para dançar e me embala num ritmo de anjos como se move nos seus sapatos de bailarino.
Porque saiste desses sonhos, tornaste-te real, palpável...e pedi-te tanto que por lá ficasses; intocável e perfeito como te tinha moldado a cada passagem dos meus dedos pela forma que criei pra ti!
Porque te empenhaste em fazer-me acreditar que o tudo o que te dizia e tudo o que me dizias era certo. Ser em ti, existir para ti era o que de mais certo havia!
Porque eras o tecto e o chão de todo o meu pequeno quarto em que me fechava quando vivia em ti.
Mas hoje...
Hoje és uma sombra... cinza... porque o negro da projecção da tua imagem esmoreceu pela perda da luz que te dedicava quando te olhava!
Mas agora já não te sinto, como se o vácuo que deixaste no meu pequeno quarto te tivesse levado de volta para os meus sonhos, de onde nunca devias ter saido para não teres perdido o contorno brilhante do anjo que me sorria!.......Sinto falta do que eras para mim.....................
(to: P)
Passos pesados
Fiz por não olhar, por não reparar no brilho do anel que trazias no dedo. Era só um anel, era só um minério em circulo que te torneava o dedo, mas significava muito mais, era o símbolo que alguém te possuia de uma forma que nunca me estaria acessivel. Nunca saberei pôr em palavras(porque palavras dessas não as há) para conseguir explicar tudo o que se seguiu. Foi uma marcha interminável de momentos, tão curtos e eternos, tão doces e amargos, tão leves e intensos, com a dualidade do que sinto na pele das mãos e do que me foge dos olhos. As palavras de despedida nunca as consegui dizer, ficaram carregadas nas lágrimas que nunca chorei, mas que me queimaram os sonhos com o seu sal! Assim eternizei-te Meu!!



